quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

FLA X FLU NO TAPETÃO - PRESIDENTES DOS CLUBES TROCAM OFENSAS

Fla rebate o Flu e alfineta: 'O Pequeno Príncipe não é meu livro de cabeceira' - 
Eduardo Bandeira de Mello repudia declarações do presidente do Fluminense e diz: 'Temos vergonha na cara'


Rio - A polêmica sobre o Brasileiro de 2013 originou um Fla-Flu fora de campo. Com a "guerra das liminares" na Justiça Comum, Peter Siemsen, presidente do Tricolor, afirmou que o Rubro-Negro teria ligação com a liminar obtida por um torcedor do clube (a "acusação" é que o advogado trabalharia para o Fla) e que poderia ter tido um acordo financeiro para rebaixar a Portuguesa e salvar o Flamengo. Eduardo Bandeira de Mello, mandatário do Fla, rebateu a declaração do clube rival.

(Não houve) nenhum tipo de participação em qualquer tipo de manobra escusa e subalterna como está sendo insinuado, infelizmente, pelo presidente de um clube. Acho que essa questão tem vários contornos. Não sou juiz, não sou advogado. 

O Pequeno Príncipe não é meu livro de cabeceira. Tudo isso é questão de vergonha na cara e vergonha na cara o Flamengo tem. A torcida do Flamengo jamais admitiria ficar na Primeira Divisão, ficar em um campeonato, se classificar para a Libertadores com qualquer tipo de manobra que prejudicasse um inocente", disse Bandeira à ESPN Brasil.

Na declaração, Bandeira alfinetou o advogado tricolor Mário Bittencourt, que leu um trecho do livro O Pequeno Príncipe no julgamento do STJD.

A nova polêmica começou quando Peter Siemsen afirmou que o advogado Luiz Paulo Pieruccetti Marques, responsável por conseguir a liminar pró-Fla para anular a pena imposta pelo STJD, trabalha para o Rubro-Negro.

"Torcedor do Flamengo, não. Um advogado do Flamengo. Torcida do Flamengo é outra coisa. (Ele é) um advogado que trabalha com o departamento jurídico do Flamengo e ligado diretamente", disse o mandatário à ESPN Brasil.

Relembre os casos

Flamengo e Portuguesa foram denunciados e julgados pela escalação de André Santos e Héverton, respectivamente, na última rodada do Brasileiro. Em primeira instância, o STJD puniu os dois clubes com a perda de quatro pontos (três pela irregularidade e um pelo resultado dos jogos - o Fla empatou com o Cruzeiro e a Lusa empatou com o Grêmio). Os clubes recorreram da decisão e levaram o caso para o Pleno do órgão. A decisão novamente foi desfavorável. A punição foi mantida, o que confirmou o rebaixamento do clube paulista e a salvação do Fluminense.

No caso da Lusa, Héverton deveria cumprir dois jogos de suspensão. Porém, cumpriu apenas um e foi relacionado para a última partida. Ele atuou por 17 minutos contra o Grêmio. A Lusa se defendeu com o argumento de que o duelo não influenciava o rumo do Brasileiro e que o BID da suspensão (site que monitora a situação dos atletas) mostrava que o meia estava liberado para jogar. A defesa não teve sucesso.

No episódio de André Santos, o lateral-esquerdo foi expulso na final da Copa do Brasil e deveria cumprir a suspensão na competição subsequente, o Brasileiro, mas entrou em campo contra o Cruzeiro. O Flamengo apostou na tese de conflito de resoluções nos códigos desportivos e até instruções da Fifa, mas não conseguiu convencer o STJD e foi punido.

O Brasileiro não parou por aí. Torcedores entraram na Justiça Comum. Em São Paulo, duas liminares obrigavam a CBF a devolver os pontos ao Flamengo e à Portuguesa. A liminar do Rubro-Negro, porém, foi derrubada pela entidade. Na Justiça do Rio, uma liminar exige que a CBF cumpra a decisão do STJD, o que determina o rebaixamento da Lusa. A "guerra das liminares" deixa o Brasileirão de 2013 em aberto.

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